De “Zé do Caixão” a “Morto não fala”: o terror no cinema brasileiro
A evolução do cinema é acompanhada pela transformação do homem. A sétima arte sempre ofereceu uma possibilidade de expressar a criatividade e as loucuras da mente humana. Filmes de terror, especificamente, refletem o lado mais sombrio da psique: o medo. O medo da criança, irracional e muitas vezes reprimido, é explorado nesses filmes repetidamente. Da mesma forma, imagens do inconsciente reaparecem: o palhaço, a criança, o boneco. Ao longo da história, subcategorias como o “slasher” e o “gore” mostram imagens cada vez mais escatológicas e explícitas. Ao comparar um longa-metragem de 1960 com um de 2019, é evidente que tabus, censuras, e os bons costumes foram decisivos no conteúdo dos projetos. Apesar disso, há um aumento no número de pessoas que querem ver esse tipo de filme. O gráfico do site de pesquisa de cinema, The Numbers, mostra que apesar do número de ingressos vendidos por ano tenha caído gradualmente, a porcentagem dos filmes de terror oscilou, e apresenta um cresc...



